UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO


Textos: Dn. 11.1-36



•INTRODUÇÃO
No estudo desta semana retornaremos ao tema do anticristo, a partir da análise do império grego, com destaque para a figura de Antíoco Epifânio. Inicialmente mostraremos como o império grego se tornou proeminente. Em seguida, analisaremos historicamente o papel de Antíoco Epifânio, que viria a perseguir o povo de Deus. Ao final nos voltaremos para o anticristo, àquele que haverá de vir, e que é revelado por Jesus em Mateus, por Paulo e João em suas epístolas, e no Apocalipse.

•1. A PROEMINÊNCIA DO IMPÉRIO GREGO
Neste capítulo 11 o anjo que apareceu a Daniel no capítulo anterior continua a mostrar-lhe a revelação do futuro (Dn. 11.2). Através desse descortinamento o Senhor demonstra Sua soberania, e que está no comando da história. Como caiu o grande poder da Babilônia, cairia também os reinos da Pérsia, que seriam suplantados pelo império grego. Daniel recebe a revelação a respeito de quatro reis persas (Dn. 11.1,2), que sucederiam a Dario, o medo, e de um governante que apoiaria uma disputa contra a Grécia. Os três reis mencionados são Cambises II (530 a. C.), Gautama (522 a. C.), e Dario I (522 – 428 a. C.). O quarto rei é Xerxes (486 – 465 a. C.,), sendo esse o mais rico (Et. 1.4). Nos versículos 3 e 4 há uma alusão a Alexandre, tendo esse se tornando o grande imperador grego. Ele morreu prematuramente aos 33 anos, decorrente de uma vida dissoluta, regada bebedeira e vaidade, após ter conquistado praticamente todo o mundo conhecido. Posteriormente Daniel mostra vários reis da Síria e do Egito (Dn. 5. 2-20), em um processo de alternância entre as duas forças da época. Nos versículos 21 a 35 Daniel descreve um rei sírio bastante perverso, referência a Antíoco IV, que conquistou o poder por volta de 175 a. C., aos 40 anos de idade, tendo reinado por onze anos, até 154 a. C. Ele deu a si mesmo o título de Epifânio (o ilustre), ainda que o povo o denominasse de Epimanes (o louco). Como costumam fazer alguns governantes, conduziu seu governo com tramas maquiavélicas, recorrendo à astúcia, crueldade e intolerância. Ele foi conduzido ao império através de intrigas e adulação (Dn. 11.21), fazendo guerra contra os ptolomeus do Egito (Dn. 11.22) e alianças com inimigos (Dn. 11.23).

•2. ANTÍOCO EPIFÂNIO, UM TIPO DO ANTICRISTO
Antíoco Epifânio é considerado um tipo de anticristo por causa do seu confronto direto aos israelitas (Dn. 11.28,30). Ele odiava o povo de Deus, certamente por causa da oposição que fazia ao seu governo. Por isso profanou o templo e fez cessar os sacrifícios diários (Dn. 11.31). Teve a audácia de levantar um altar pagão no templo e mandou sacrificar um porco no altar e borrifar o sangue no templo. Ainda que tenha conseguido o apoio de alguns judeus apóstatas, a maioria deles resistiu à violência (Dn. 11.32). Muitos homens de Deus se levantaram contra aquele império, ensinando as Sagradas Escrituras (Dn. 11.33). Por causa do compromisso com a Palavra, alguns deles foram executados pelo império (Dn. 11.35). A política humana, quando centrada em determinadas pessoas, é capaz de destruir vidas inocentes. A Bíblia não respalda a obediência cega às autoridades, muito pelo contrário, devemos antes obedecer a Deus do que aos homens (At. 5.29). No caso dos cristãos, esses estão no mundo, mas não são do mundo (Jo. 15.17), por isso devem pagar impostos (Mt. 28.17-21), e respeitar as autoridades, com vistas à vivência coletiva (Rm. 13.1-7). Por isso devemos orar pelos governantes (I Tm. 2.1,2), obedecer às leis, considerando inclusive o direito de defesa (I Pe. 2.13). Retornando ao assunto de Antíoco Epifânio, após um momento de perseguição intensa contra os judeus, o sacerdote Matatias o resistiu, dando início a guerra dos Macabeus. A partir dos versículos 36 a 45 Daniel passa a retratar um governo satânico, o do próprio anticristo, que haverá de vir, do qual Antíoco Epifânio era apenas um tipo.

•3. O ANTICRISTO QUE HAVERÁ DE VIR
O anticristo que haverá de vir é comumente designado como escatológico, isso porque ele se manifestará no futuro. De acordo com o texto de Daniel, esse será um homem extremamente perverso (Dn. 11.36-39), totalmente dependente das suas forças políticas (Dn. 11.38,39). Como fez Antíoco Epifânio na antiguidade, o anticristo também perseguirá os israelitas, de forma sanguinária (Dn. 11.40-44). Por fim esse anticristo será derrotado (Dn. 11.45), sugerindo que o próprio Deus derrotará o anticristo (II Ts. 2.8). Esse anticristo escatológico é o homem da iniquidade de II Ts. 2.3,4. Conforme já estudamos em Dn. 9.27, no contexto das setenta semanas, o anticristo estabelecerá uma aliança com o povo de Israel, rompendo-a posteriormente. Esse episódio acontecerá no desdobramento da Tribulação, a respeito da qual se referiu Jesus, em Mt. 24.15, e por Paulo em II Ts. 2.3-12. O livro do Apocalipse descreve esse período, no qual haverá um governo tripartido, essa a razão do número 666, que significa número de homem três vezes (Ap. 13.5). Para João esse anticristo, cujo espírito já opera entre nós, é o mentiroso e a besta (I Jo. 2. 18-22; Ap. 13.1). Para Paulo ele é o homem da iniquidade (II Ts. 2.3), o iníquo (II Ts. 2.8), o filho da perdição (II Ts. 2.3). Para Jesus, esse homem é o abominável da desolação (Mt. 24.15-28). O prefixo anti é grego e significa oposto, por isso ele se colocará contra Cristo, e todos aqueles que O seguem. A origem desse anticristo é satânica (Ap. 13.2) e do mundo (Dn. 7.8). Mas seu governo não durará para sempre, pois a tríade satânica será lançado no fogo (Ap. 19.20), por ocasião da vinda de Cristo em glória (II Ts. 2.8).

•CONCLUSÃO


Antíoco Epifânio, e todos aqueles que governam se opondo a Deus, são anticristos. Todos eles prefiguram ou tipificam um reino futuro que será cruel e totalitário. Isso acontecerá por ocasião da septuagésima semana de Dn. 9. E coincide com os acontecimentos descritos por João no livro do Apocalipse. O governo do anticristo, e dos seus adeptos, passará, somente Deus governará para sempre. A destruição desse reino por Cristo é a segurança da igreja, que pode confiar no Deus que está no comando de todas as coisas. PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

O HOMEM VESTIDO DE LINHO

Textos da Bíblica: 10.1-14

•INTRODUÇÃO
No estudo desta semana atentaremos para a visão recebida por Daniel, uma revelação que descortina o futuro da humanidade. Inicialmente enfatizaremos a visão do céu, em seguida, que essa foi a resposta para a oração de Daniel, e ao final, o propósito dessa visão. Mostraremos ao longo do estudo a importância de nos voltarmos para a revelação de Deus, e a segurança no futuro que Ele mesmo planejou para nós. Por que Ele vive, podemos ter a certeza de que nosso futuro está em boas mãos.

•1. UMA VISÃO CELESTIAL
Conforme já estudamos em lições anteriores, Daniel é um homem de oração e também de estudo da palavra. O coração desse profeta está voltado para o seu povo, por isso ele se derrama em lágrimas pela nação (Dn. 10.2). Nos dias atuais, precisamos de homens e mulheres, que do mesmo modo que Daniel, e também o profeta Jeremias, sinta dores pelo povo. Vivemos uma época marcada pelo individualismo, as pessoas não sentem mais as dores do outro. No que tange ao cristianismo, trata-se de uma deturpação dos princípios da fé, pois esse, pela própria natureza, nos chama a nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm. 12.14,15). Dizem que homem que é homem não chora, mas o próprio Jesus chorou por causa da incredulidade das pessoas, e pranteou sobre Jerusalém (Jo. 11.35). Será que nós estamos sentido as dores daqueles que sofrem? Às vezes nos preocupamos apenas conosco, no máximo com nossas famílias, mas esquecemos dos outros, principalmente dos que não conhecemos. Daniel jejuou pelo seu povo (Dn. 10.3,12), demonstrou está comprometido com o avivamento da sua nação. Ele ocupou cargos importantes nos reinos aos quais pertenceu, mas não vendeu a sua alma, muito menos se esqueceu do seu povo. Há pessoas que buscam cargos públicos, mas não assumem que esse é um ministério, um serviço para os bem das pessoas, não para o enriquecimento ilícito. Foi no contexto da oração, da compaixão por Israel que Deus deu uma visão através de um anjo (Dn. 10.4-6). A manifestação daquele anjo, que para alguns se trata do próprio Cristo, esclarece Daniel em relação ao futuro, trazendo-lhe discernimento (Dn. 10.7-12). A revelação trouxe quebrantamento ao profeta, isso mostra que a revelação não serve apenas ao intelecto, e também não deve se restringir à emoção, precisa nos despertar para uma mudança de foco, uma percepção diferenciada de Deus.

•2. A REVELAÇÃO DE DEUS PARA O FUTURO
Depois da oração Daniel recebeu uma resposta imediata de Deus, isso aconteceu porque o profeta se humilhou diante do Senhor. Muitos querem receber revelações de Deus, mas não se quebrantam perante Ele. Somente os que têm contato íntimo com o Senhor podem desfrutar dos seus mistérios. Daniel recebeu uma revelação em relação ao futuro, fatos que abarcavam toda a história da humanidade. Inicialmente houve uma tentativa de resistência pelo rei da Pérsia (Dn. 10.13), uma alusão a Satanás que pode se disfarçar em anjo de luz (II Co. 11.14). Isso revela a existência de uma guerra espiritual, não podemos imaginar que estamos restritos ao mundo físico, como querem defender alguns céticos. A nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades das regiões celestes, por isso devemos estar equipados com toda armadura de Deus (Ef. 6.12). Deus providenciou um ajudador para Daniel, o arcanjo Miguel que defendeu o povo de Judá (Dn. 12.1). Não podemos afirmar com certeza se o homem vestido de linho, que se revelou a Daniel era o próprio Cristo. Alguns estudiosos, com base em Ap. 1.12-2 e Ez. 1.26 afirmam que essa foi uma teofania, uma manifestação do próprio Deus. Fato é que diante da visão Daniel perdeu as forças, não teve como permanecer de pé (Dn. 10.8). Esse anjo de Deus conforta Daniel, ao ser tocado por ele, é maravilhoso saber que podemos contar com o auxílio de anjos (Hb. 1.14). Eles não devem ser adorados, pois não passam de espíritos ministradores (Ap. 22.8,9), mas podemos pedir a Deus que nos proteja através deles (II Rs. 6.17). O anjo confortou Daniel, de igual modo, somos confortados pela Palavra de Deus, nada poderá nos resistir, se Deus é por nós, que será contra nós (Rm. 8.31,32).

•3. O PROPÓSITO DA VISÃO DO CÉU
O objetivo central da visão dada a Daniel foi confortá-lo, e mostrar que Deus está no comando das nações, e que o futuro a Ele pertence. Estamos em um mundo marcado por valores satânicos, o diabo e seus anjos estão pelejando contra a igreja. As potestades do mal querem se opor a verdade do evangelho. Mas não podemos perder as forças, assim como aconteceu com Daniel, devemos nos dobrar diante da revelação do Senhor. Não podemos perder o senso de espanto diante das grandezas das revelações. Quando Deus se revela, devemos reconhecer nosso pecado, como aconteceu com Isaias (Is. 6), bem como nossas limitações, como fez Jó (Jó. 42). O propósito da revelação é perceber a grandeza de Deus, e ao mesmo tempo, nossa pequenez. Ninguém deve se arvorar das revelações que recebeu de Deus, nem mesmo Paulo pode fazê-lo, pois recebeu um espinho na carne, para que não se gloriasse (II Co. 12.7). A revelação de Deus através dos dons espirituais, ou da Palavra de Deus escrita, objetivam nosso amadurecimento. Ninguém deve se gloriar por causa das revelações que recebeu de Deus, antes deve agir com temor e tremor. O Deus que tocou Daniel está disposto também a nos tocar, Ele diz que somos amados e que escuta nossas orações (Dn. 10.11,12). Nada angustia tanto o homem moderno que o sentimento de desespero. Somos tentados, diante da imensidão do universo, a pensar que não passamos de um grão de areia. Mas Deus se interessa por cada um de nós (Sl. 8.4), Ele nos ama e O provou na cruz (Jo. 3.16). O fato dEle nos amar, serve de estímulo para que abramos nossas bocas e declaremos Seu amor ao mundo (Dn. 10.16,17). Esse amor divino nos dá audácia para declarar os seus feitos, e perder o medo, pois é Ele que nos diz para não temer (Dn. 10.19).

•CONCLUSÃO
Não temos motivos para desânimo, mesmo quando os dias parecem ser tenebrosos, ainda que os governos estejam contrários à Palavra de Deus. O Senhor está no comando da história, ao Seu tempo haverá de julgar com reta justiça. O poder das trevas está em plena expansão, cegando o entendimento dos incrédulos (II Co. 4.4). Mas isso somente durará para sempre, devemos continuar orando, e clamando a Deus para que venha o Seu reino, e agindo para que as forças do mal não prevaleçam. Que Deus em Cristo nos abençoe com toda sorte de armas espirituais (II Co. 9.8; 10.3-5). PENSE NISSO! 

Deus é Fiel e Justo!

AS SETENTA SEMANAS

Textos: 9.20-27


•INTRODUÇÃO
No estudo desta semana veremos a respeito das Setenta Semanas determinadas para o povo de Deus. Esse é um assunto bastante interessante, que desvela o futuro da nação judaica, e sua relação com a história da humanidade. Mas antes de conhecermos essas semanas, faz-se necessário refletir sobre a oração. A revelação das Setenta Semanas é resultado da oração do profeta, que demonstrou interesse em conhecer os desígnios de Deus.

•1. A INTERCESSÃO DE DANIEL
Daniel não desprezava a oração, em 586 a. C., quando fora levado ao cativeiro babilônico, o profeta se dobrou diante do Senhor, orando ainda na adolescência, juntamente com seus amigos (Dn. 2.17,18). No capítulo 9 de Daniel, identificamos uma das orações mais importantes da Bíblia. Deus havia decretado que o período do cativeiro duraria setenta anos (Jr. 25.8-11; 29.10-14), o profeta percebeu dois anos antes que seria o momento de orar pela libertação da sua nação. Daniel é um exemplo para todo homem e mulher de Deus a fim de equilibrar o estudo bíblico com a oração. Alguns cristãos se dedicam bastante à oração, não perdem esses trabalhos, mas se distanciam de aprender a palavra de Deus. Outros, não atentam para a oração, se afastam do altar, ainda que frequentem os estudos bíblicos. Esses extremos são perigosos, podem levar os cristãos ao intelectualismo ou emocionalismo. Atentemos, pois para a vida de oração do profeta Daniel, principalmente no que tange à intercessão. Ele se apressou em rogar a Deus pelo Seu povo, para que o Senhor revelasse os tempos determinados para Israel. A oração de Daniel tem características instrutivas para todo cristão. Ele adora a Deus, não busca apenas as mãos, mas sobretudo a face de Deus (Dn. 9.4). Nestes tempos essa é uma verdade que precisa ser reforçada. Nossas orações refletem nossos interesses, cristão egoístas fazem orações centradas no eu. O profeta sabe que Deus é misericordioso, por isso clama ao Senhor para que perdoe os pecados do povo (Dn. 9.9). Daniel faz uma confissão dos pecados da nação, destacando a transgressão da lei (Dn. 9.11). A oração de Daniel é motivo de estímulo para orar pelo arrependimento das pessoas deste país. É pouco provável que tenhamos uma nação cristã, considerando que a fé é pessoal. Mas esperamos que as pessoas se convertam dos seus pecados, e que o arrependimento as aproxime de Deus.

•2. A RESPOSTA À ORAÇÃO DE DANIEL
Deus responde a Daniel, mostrando o que haveria de acontecer com Seu povo. No capítulo 9 o profeta recebe do Senhor uma revelação das Setenta Semanas, mensagem que se encontra registrada em Dn. 9.20-27. A resposta vem por meio de um anjo (Dn. 9.21), o mensageiro de Deus, por nome de Gabriel. Inicialmente o mensageiro fala a respeito do Messias que viria no futuro, trazendo bênçãos para a nação (Dn. 9.24,25). Daniel é reconhecido como um homem amado no céu (Dn. 9.23), certamente por causa da sua vida piedosa. A revelação das Setenta Semanas começa com a descrição do Messias, o Ungido de Deus (Dn. 9.25). A obra do Messias também é ressaltada pelo anjo, que haveria de trazer a solução para o pecado (Dn. 9.24). Esse Messias, consoante ao que conhecemos hoje pela Bíblia, é o Senhor Jesus Cristo, nEle se cumpriram as profecias. Justamente como está registrado nos evangelhos, Ele foi rejeitado entre Seu povo (Dn. 9.26), levando-O à morte. Daniel também é esclarecido quando a destruição de Jerusalém (Dn. 9.26). Isso aconteceu várias vezes, em uma delas Vespasiano cercou a cidade, destruiu o templo e dispersou os judeus. Mas uma promessa de triunfo do Messias também consta na mensagem (Dn. 9.27). A vitória do Messias aconteceu na cruz, quando Cristo derramou o Seu sangue, para a remissão dos pecados (Mt. 26.28). Conforme enfatiza o autor da Epístola aos Hebreus, Ele foi sacrificado uma vez por todas (Hb. 7.27). Essa revelação também aponta para o anticristo, o pequeno chifre do capítulo 7 de Daniel. Esse é a assolação, o homem a quem Paulo denomina de o homem da iniquidade (II Ts. 2.8). Gabriel explica para Daniel que setenta semanas estão determinadas para Israel. Essas semanas podem ser divididas em três períodos de sete: um primeiro período de sete; o segundo período de sessenta e dois e o terceiro período que é a septuagésima. Assim, são 7 + 62 + 1 = 70.

•3. O FUTURO DE ISRAEL REVELADO A DANIEL
As Setenta Semanas de anos de Daniel compreendem 69 semanas de anos / 7 anos em cada semana / 360 dias por ano, fazendo um total de 173.880 dias. Em 5 de março, 444 a. C., através do decreto de Artaxerxes para a reconstrução de Jerusalém(Ne. 2.1-8) x 173.880 dias = 30 de março, 33 d. C., quando acontece a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Lc. 19.28-40). Desse decreto até a entrada triunfal do Messias, totaliza 69 semanas de anos, sendo esse crucificado, encerrando o período determinado para Israel, e iniciando a era da igreja. Segundo alguns historiadores, o Messias teria sido tirado em 3 de abril de 33 d. C., e a cidade e o templo destruído em 6 de agosto de 70 d.C. A verificação desses tempos pode ser assim contabilizada: 444 a. C a 33 d. C. = 476 anos. Em seguida 476 anos x 365.2421989 dias = 173.885 dias, acrescentando 25 dias entre 5 de março (decreto de Artaxerxes) e 30 de março (a entrada triunfal do Messias, total de 173.880 dias. O fundamento para os anos de 360 dias é Dn. 9.27, e os 1.260 dias de Apocalipse 11.3 e 12.6. A expectação da igreja é pelo arrebatamento, que acontecerá repentinamente, sem sinais antecedentes. Depois do arrebatamento, após a metade da primeira semana, ou seja, três anos e meio, o anticristo se revelará, consoante ao que está revelado em Ap. 13, a besta perseguirá o povo de Israel, trazendo sua marca 666. Esse será o início da denominada Grande Tribulação, na qual o anticristo exigirá adoração, exigindo ser reconhecido como deus. Conforme identificamos no capítulo 19 de Apocalipse, Cristo virá em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para pelejar contra a Besta, na batalha do Armagedom.

•CONCLUSÃO
A igreja do Senhor não passará pela Semana Setenta, pois ela aguarda com esperança o arrebatamento (I Co. 15.51,51). Sabemos que nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, a trombeta soará, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (I Ts. 4.13-17). Essa é uma mensagem de consolo, não temos motivo para desespero, o mundo teme o fim das coisas. Jesus disse que nós não deveríamos nos atribular, antes confiar na Sua palavra, pois ao Seu tempo, virá para buscar a Sua igreja, para estar junto dEle (Jo. 14.1). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!