DEUS ABOMINA A SOBERBA

Textos: Dn. 4.10-18


•INTRODUÇÃO
No estudo desta semana daremos continuidade ao tema da intervenção divina na história. Os governantes são servos de Deus, a fim de cumprir responsabilidades, principalmente para o bem da maioria. Mas como aconteceu com Nabucodonosor, nem sempre eles atentam para essa missão, e se ensoberbecem. Primeiramente destacaremos a soberba do monarca babilônico, em seguida, mostraremos que essa é abominação aos olhos de Deus, e ao final, refletiremos sobre a importância da humildade na vida cristã, especialmente para aqueles que estão na liderança.

•1. A SOBERBA HUMANA
A natureza caída do ser humano o faz propenso à soberba, principalmente àqueles que ocupam posições sociais mais elevadas. Mas Deus, com sua graça maravilhosa, busca alcançar o pecador, mesmo que este esteja caminhando na direção oposta. No caso de Nabucodonosor, Deus colocou pessoas que acreditavam nEle para influenciar suas decisões. Muito embora o rei tenha se distanciado várias vezes para o orgulho, a presença de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias oportunizava que o monarca mudasse suas práticas. O papel dos cristãos nas instituições sociais é bastante importante. Eles podem influenciar positivamente as pessoas através do testemunho, não apenas pelas palavras. Isso porque há aqueles que falam demais, mas não vivem o que dizem, sendo instrumento de escândalo para o evangelho. Várias vezes, por causa da influência de Daniel, Nabucodonosor reconheceu que o Deus daqueles jovens era verdadeiro (Dn. 2.47). Mesmo assim, o rei, talvez por se deixar conduzir pela vaidade humana, preferiu o caminho da exaltação pessoal. A construção de uma estátua de ouro, para ser adorada como divindade, demonstrou sua soberba,  o rei queria que seu governo fosse eterno, mas Deus não dá Sua glória aos homens (Is. 42.8). A fixação no poder pode levar qualquer governo à loucura, como aconteceu com o rei da Babilônia. Existem alguns políticos que enlouqueceram por causa do seu fascínio pelo poder (Dn. 4.17,25,32). O poder, assim como o dinheiro e o sexo, podem se tornar ídolos, diante dos quais muitos se dobram. A busca desenfreada pelo poder, como um fim em si mesmo, é tão maléfica quanto o prática do adultério. Não apenas os pecados sexuais devem ser dignos de disciplina na igreja, mas também aqueles de cunho financeiro e de abuso de poder. Não podemos esquecer que somente Jesus tem toda autoridade no céu e na terra (Mt. 28.18), a liderança da igreja deve conduzir o rebanho com mansidão e sabedoria (I Pe. 5.1,2).

2. É ABOMINAÇÃO
Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou bastante, ele viu uma árvore que chegava ao céu, sendo vista em toda terra (Dn. 4.10-18). Aquela árvore, de acordo com a interpretação corajosa de Daniel, era o próprio rei da Babilônia (Dn. 4.19-27). O rei seria retirado do seu cargo e iria viver entre os animais, até reconhecer que Deus é soberano (Dn. 4.25). A restauração do seu reino dependeria da sua disposição para se humilhar diante do Senhor. A soberba tem levado muitos à ruina, não podemos deixar de destacar que esse foi o pecado que transformou Lúcifer em Satanás (Is. 14.14). A soberba de muitos governantes está causando doenças purulentas, alguns deles estão sendo comidos por bichos (At. 12.21-23). A política dos homens se caracteriza pela autopromoção, a propagação dos feitos pessoais, diferentemente do que foi ensinado por Jesus (Mt. 6.3). O princípio bíblico permanece, Deus resiste os soberbos e exalta os humildes (I Pe. 5.5; Tg. 4.6-8). Nabucodonosor, ao invés de dar glória a Deus, colocou-se em primeiro lugar. O uso do pronome exagerado do pronome “eu” pode ser indício de soberba (Dn. 4.30). Toda opulência da Babilônia não foi capaz de resistir ao juízo de Deus. No tempo oportuno o Senhor subjugará todos os reinos da terra, nesse tempo os joelhos se dobrarão para reconhecer que Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Enquanto esse dia não chega, os governos humanos seguem seu curso, de acordo com a vontade do povo. Do mesmo modo que Deus permitiu que Israel tivesse um rei, escolhendo Saul, nos dias atuais, o Senhor deixa que os homens governem. A democracia é um exemplo de exercício dessa escolha, Deus não toma partido, nem pela esquerda, e muito menos pela direita. Essas ideologias são humanas, o reino de Deus somente se concretizará no futuro, quando Cristo reinar.

•3. DIANTE DE DEUS
A queda repentina do governo de Nabucodonosor é uma representação do que virá a acontecer no futuro (Dn. 4.31,32). O governo desse monarca foi marcado pela opulência, e assim tem sido a maioria dos governos humanos. Deus abomina aqueles que governam com injustiça, ai daqueles que criam leis para oprimir os mais pobres (Is. 10.1). Os profetas de Deus denunciaram muitos reis, inclusive os de Israel e Judá, que ao invés de favorecerem os pobres, governaram apenas para eles mesmos. Em um processo democrático, Deus delega aos homens a responsabilidade para escolherem seus representantes. Cabe aos cidadãos, inclusive os cristãos, saber optar por seus candidatos. Essa escolha passa pelo processo de avaliação de desempenho, a partir de critérios não apenas individuais, mas principalmente sociais. Quando Cristo voltar, todos os governos da terra terão fim, então, o Senhor governará com reta justiça. Vários profetas anteciparam as glórias desse reino eterno, que será marcado pela equidade, sobretudo pela paz (Is. 11). Aqueles que têm posição social, incluindo as lideranças eclesiásticas, devem se colocar na condição de servos (Jo. 13). E saberem que um dia prestarão contas a Deus sobre como lideraram, se com autoridade ou autoritarismo. Nenhuma liderança deve fazer promoção pessoal, como João Batista, devem declarar humildemente a supremacia de Cristo (Mt. 3.11). O culto a celebridade, comum também no contexto cristão, nos envergonha perante a mídia. A construção de obras salomônicas é uma demonstração da vangloria humana. Alguns apóstolos, bispos e pastores estão indo longe demais em sua ostentação. Esses também serão julgados pelo Senhor, quando o Seu trono for estabelecido para julgar as obras (At. 17.31; Ap. 20.11-15).

•CONCLUSÃO
Somente o governo de Jesus é para sempre, todos os reinos da terra estão com os dias contados. Mas nem todos os governantes compreendem sua missão na terra, tendo em vista que, para alguns governar é ter posição elevada sobre os demais. Esses que agem com o espírito de Nabucodonosor, que é o do próprio anticristo, serão julgados pelo Senhor, quando vier em glória para estabelecer o Seu reino sobre a terra. Finalmente todos desfrutarão de um governo eterno, marcado pela paz e verdadeira prosperidade. PENSE NISSO! 

Deus é Fiel e Justo!

A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA

Textos: Dn. 3.1-14


•INTRODUÇÃO
No capítulo 3 de Daniel nos voltaremos para a instituição da religião humana. Veremos que Nabucodonosor decidiu construir uma imagem e que essa deveria ser adorada. No entanto, os servos de Deus, em obediência a Sua palavra, decidiram ser fiéis ao Senhor, e não se prostraram diante dela. Além de ressaltar a fidelidade de Ananias, Mizael e Azarias, destacaremos a providência divina, quando os jovens foram lançados na fornalha de fogo, para serem mortos.

•1. A RELIGIÃO DE NABUCODONOSOR
Em Dn. 3, Nabucodonosor, em sua embriaguez pelo poder, constrói uma estátua. Ele pensava ser um deus, não se contentou em ser apenas humano. Esse é o princípio do pecado, tanto Lúcifer (Is. 14.14) quanto Adão e Eva quiseram ser iguais a Deus (Gn. 3.5).  A famigerada fome pelo poder tem levado alguns líderes a atitudes insanas. Alimentados pela bajulação, até mesmo os líderes de várias denominações tem caído nesse pecado. Ainda bem que existem aqueles que não se dobram diante desse servilismo. Os cultos(reuniões) às celebridades estão causando estragos às igrejas. Há aqueles que se negam a cultuar o ser humano, dando-lhe a glória que somente pertence a Deus. A religião de Nabucodosor se destaca pelo totalitarismo, apenas a sua palavra é final, com ninguém se aconselha. A consciência dos seus súditos é controlada a fim de manter sua opressão. Esse tipo de liderança é perigosa, porque escraviza as pessoas, e as coisifica (Dn. 3.7,8). Esse tipo de religião não vê pessoas, apenas súditos a serem usados, que podem ser descartados. Muitas pessoas estão sofrendo, algumas delas fazendo tratamento médico, por causa de feridas causadas em nome de Deus. Uma marca dessa religiosidade babilônica é a intriga, o pouco caso em relação aos outros. Existem inclusive aqueles que trabalham para denunciar aqueles que não se dobram diante do autoritarismo. A inveja é a principal moeda nessas religiões neuróticas e adoecedoras (Dn. 3.12). Os vassalos do rei denunciaram os jovens servos de Deus, a fim de tirar proveito daquela condição. A fidelidade a Deus, no entanto, deve ser  inegociável, ainda que venhamos a perder privilégios. Mais importante que está no auge é se encontrar no centro da vontade de Deus (Rm. 12.1,2). Nem sempre a maioria tem razão, a verdade está na Palavra de Deus, essa é a voz de Deus. A religião de Nabucodonosor é farisaica, e foi denunciada por Jesus, por causa do culto ao exterior, em detrimento do interior (Mt. 23).

•2. A FIDELIDADE DOS SERVOS DE DEUS
Como testemunhas de Deus, devemos nos posicionar, mesmo diante de ameaças (Dn. 3.15). Há cristão que têm medo de perseguições, por isso buscam conveniências, às vezes fazendo concessões. A igreja não deixa de crescer durante a perseguição, muito pelo contrário, temos testemunhos de fidelidade justamente em tempos adversos. Devemos orar pela paz, e buscar viver bem em sociedade, mas é preciso ter cuidado, para não transformar a comodidade em comodismo. A defesa da nossa fé não precisa ser odiosa, devemos demonstrar mansidão (I Pe. 3.15), e amor, até mesmo aos inimigos (Mt. 5.44-48). A igreja de Jesus Cristo está susceptível às perseguições (II Tm. 3.12). Ainda que no futuro leis sejam aprovadas, contrárias aos fundamentos da fé cristã, não assumiremos os valores defendidos e praticados pelo mundo (I Jo. 5.19). As consequências poderão ser desafiadoras, mas devemos permanecer firmes, como fizeram os jovens na Babilônia (Dn. 3.17,18). Os cristãos continuarão a viver a partir dos princípios divinos, independentemente das circunstâncias. A morte não deve ser motivo de temor, pior que a morte é um cristianismo medíocre, que não se compromete com a verdade divina (Mt. 10.28). Nesses dias que antecedem ao pleito eleitoral, tenhamos cuidados para não nos dobrarmos diante de ideologias humanas. Também sejamos cautelosos para não nos tornarmos meros moralistas, julgando os pecadores sem dar-lhes a oportunidade de arrependimento. Se por um lado, muitos estão se dobrando diante do deus-imoralidade, outros estão, com a maior naturalidade, se deixando conduzir pelo deus-mamom. O mesmo Deus que reprova os pecados sexuais (Mt. 5.32)  também censura os adoradores do dinheiro (Mt. 6.24; I Tm. 6.10).  Somente Deus deve ser adorado, essa é a mensagem contundente de Jesus, profética para os dias atuais (Mt. 4.10).

•3. A PROVIDÊNCIA DO SENHOR
Os jovens, fiéis servos do Senhor, foram lançados na fornalha de fogo ardente, resultante da fúria insana de Nabucodonosor (Dn. 3.15). Ele mandou aquecer a fornalha sete vezes (Dn. 3.19) e mandou amarrá-los antes de lança-las no fogo (Dn. 3.20). Nem sempre Deus livra os seus servos da fornalha, mas na fornalha (Is. 43.1-30). Os cristãos que não querem mais sofrer, e que fogem da possibilidade de perseguição, não compreenderam o preço do discipulado (Mt. 16.24). Há uma cruz a ser carregada, com C. S. Lewis, não recomendamos o cristianismo a quem quer uma religião confortável. A fé cristã nos tira do lugar comum, nos lança diante da adversidade, também da incompreensão. Por causa da nossa fé, podemos ser tratados como a escória do mundo, não poucas vezes assumidos como loucos (I Co. 1.17-23). Mesmo diante das perseguições, podemos confiar em Deus, Jesus prometeu estar conosco (Mt. 28.20). Justamente nas horas mais adversas, quando somos perseguidos por causa do amor a Cristo, sentimos mais de perto a Sua presença. Aqueles que são perseguidos na defesa do evangelho são bem-aventurados (Mt. 5.11,12). Deus promete, no meio da perseguição, nos dá o escape, mesmo que esse venha com a morte. A galeria dos heróis da fé de Hb. 11 é uma demonstração dessa verdade. O Senhor pode decidir ser glorificado através da passagem dos seus servos para a eternidade. Estevão se tornou o primeiro mártir da fé cristã, mas para isso precisou sacrificar a própria vida, por amor a verdade do evangelho de Jesus Cristo (At. 7.51-60). Mas o Senhor pode soberanamente dar o livramento nesta vida, de maneira providencial como fez com os jovens judeus na Babilônia (Dn. 3.24,25). Mas eles não foram salvos para a glória pessoal, antes para dar glória a Deus (Dn. 3.26).

•CONCLUSÃO
Nabucodonosor reconheceu que o Deus de Ananias, Misael e Azarias era o Deus Poderoso (Dn. 3.28,29). As atitudes da igreja, em todo o tempo, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), devem apontar para Cristo. Ele é Cabeça da Igreja, e nós, como corpo, devemos agir a partir dos Seus princípios. Uma igreja cristã autêntica tem compromisso com a Cabeça, não em agradar a líderes meramente religiosos (Cl. 1.18). Ainda que sejamos perseguidos, estamos certos que nada nos separará do amor de Cristo (Rm. 8.39-37). Pense Nisso!

Deus é Fiel e Justo!

O DEUS QUE INTERVEM NA HISTÓRIA

Textos: Dn. 2.12-23

•INTRODUÇÃO
No estudo desta semana, a partir do sonho de Nabucodonosor, e da revelação de Daniel, veremos que Deus intervém na história. Inicialmente, destacaremos o mistério em relação ao sonho, considerando que o próprio rei não foi capaz de contá-lo. Mostraremos também as exigências descabidas do monarca, exigindo as vidas dos sábios do palácio, caso esses não descrevessem e interpretassem. Ao final, explicaremos que o Deus de Daniel, por conhecer e intervir na história, não apenas deu a interpretação ao Seu servo, mas também revelou o que o rei havia sonhado.

•1. O SONHO DE NABUCODONOSOR
O sonho de Nabucodonosor, que se encontra em Dn. 2, nos dá uma visão panorâmica dos acontecimentos futuros. O monarca babilônico se encontrava em uma posição de opulência, depois de ter dominado toda a terra (Jr. 27.6,7). A Babilônia, por aquele tempo, se transformou na rainha das nações, a capital da civilização, o centro da cultura, a sede do comércio. Mas certa noite o rei teve um sonho perturbador, de modo que o fez perder o sono, justamente porque era incapaz de saber o conteúdo daquela visão (Dn. 2.1). Tratava-se de um sonho misterioso, que se encontrava no inconsciente do rei. Então mandou chamar os magos, astrólogos, encantadores e caldeus para que declarassem o que o rei tinha sonhado. Os sábios esperavam que Nabucodonosor revelasse o sonho, para que esse fosse interpretado por eles (Dn. 2.3,4). A língua utilizada por eles foi o siríaco, uma variação do aramaico, talvez uma maneira de mostrar identificação com o rei. Em tom de ameaça o monarca exige dos sábios uma interpretação, mesmo sem ter a capacidade de relatar o sonho. A crueldade desse rei é identificada em suas palavras “se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados” (Dn. 2.5). Por outro lado, ofereceu-lhes benefícios, caso fossem capazes de revelar e interpretar o sonho: “receberei de mim dons, e dádivas, e grande honra, portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação” (Dn. 2.6). Os sábios insistiram para que o rei contasse o sonho, para que pudessem dar uma interpretação. Na verdade eles estavam tentando ganhar tempo, por não terem competência para fazê-lo. Essa é uma demonstração das limitações humanas em relação à revelação. Ninguém pode declarar as verdades ocultas de Deus, a menos que Ele mesmo decida revelá-las (Mt. 11.28; Dt. 29.29).

•2. O FRACASSO DOS SÁBIOS DA BABILÔNIA
Os caldeus se expressaram, mostrando a incompetência humana diante daquele mistério (Dn. 2.10). Eles reconheceram que ninguém “sobre a terra” poderia declarar o sonho do rei, e nisso estavam corretos. A exigência do rei era difícil demais, apenas uma intervenção sobrenatural, vinda de Deus, poderia satisfazer a vontade do rei. Essa resposta deixou o rei irado, ao ponto de ordenar a matança de todos os sábios da Babilônia (Dn. 2.12,13). Aquele decreto resultaria inclusive na morte do jovem Daniel e seus amigos (Dn. 2.14). Ao invés de se exasperar, Daniel, com brandura, buscou aplacar a ira dos emissários do rei. O comportamento do jovem Daniel nos faz lembrar que a palavra branda desvia o furor (Pv. 15.1). Tenhamos cuidado para não tomar decisões precipitadas, muito menos nos adiantar nas palavras. Daniel resolveu pedir ao rei um tempo para que pudesse dar a interpretação do sonho. Aquele jovem sabia que em tempos de aflições, Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl. 46.1). Ele tomou a decisão de partilhar a situação com seus amigos, Hananias, Misael e Azarias, para que eles orassem em favor da situação. Como Daniel, e seus amigos, devemos confiar que Deus intervém na história através da oração. Como bem nos lembra Tiago, a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg. 5.16). Nenhum cristão, entre eles os jovens, não deve desprezar o valor da oração. O pragmatismo moderno tem distanciado os cristãos das horas silenciosas, e dos momentos particulares de oração. A oração é a porta aberta para os céus (Lc. 3.21), o próprio Jesus orou, motivo suficiente para orarmos (Hb. 10.5-7). Daniel também é um exemplo de confiança na soberania de Deus. O Senhor conhece todas as coisas (Sl. 147.5), nEle está a profundidade da sabedoria (Rm. 11.33), em Cristo repousa a plenitude da divindade (Cl. 2.9).

•3. DANIEL INTERPRETA O SONHO
Diante das autoridades, Daniel defendeu, com sabedoria, que Deus revela o profundo e o escondido, porque conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz (Dn. 2.22). Em seguida pede para ser introduzido à presença do rei, para trazer a interpretação do seu sonho (Dn. 2.24). Antes Daniel chama a atenção do rei, ressaltando que sua exigência foi despropositada, considerando que aquele segredo ninguém seria capaz de descobrir (Dn. 2.27). Existem pessoas, até mesmo entre os cristãos, que assim como fez Saul (I Sm. 28), querem forçar determinadas revelações. Mas não adianta investir em profecias que não foram dadas por Deus, somente o Senhor tem as revelações (Dn. 2.28). Paulo lembrou a grandeza desse Deus no Areópago em Atenas (At. 17.23-25). E apelando a revelação do Senhor, Daniel declara que o rei sonhou com uma grande estátua de material heterogêneo. Os vários materiais daquela estátua tinham significados profundos, os quais foram revelados pelo profeta do Senhor. A cabeça de ouro representava o império babilônico, que durou de 606 a 539 a. C. Os braços e peito de prata representava o império medo-persa, que durou de 539 a 331 a. C. O ventre e as coxas de bronze representavam o império grego, que durou de 331 a 146 a. C. E as pernas e pés de ferro e barro o império romano que durou de 146 a. C. a 476 d. C. Daniel viu ainda que “uma pedra foi cortada sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e barro, e os esmiuçou” (Dn. 2.34). A pedra se refere a Cristo, em alusão às revelações do Senhor, em Seu sermão escatológico (Mt. 24.30). Isso acontecerá por ocasião da vinda de Jesus, a fim de despedaçar o governo do anticristo (Mt. 21.44). Esse será o momento em que o Reino de Deus, em sua plenitude, será inaugurado (Is. 2.2; Mt. 16.18; I Pe. 2.5), após a batalha do Armagedom (Ap. 17.14; 19.16).

•CONCLUSÃO
Como um verdadeiro profeta de Deus, Daniel se negou a receber as recompensas oferecidas pelo monarca. O Senhor, no entanto, usou aquela oportunidade, a fim de concretizar Seu desígnio, em relação ao Seu povo. Em todas as circunstâncias devemos confiar em Deus, que continua se revelando, e dependendo da Sua soberania, certos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo Seu propósito (Rm. 8.28). Como Daniel, devemos ser humildes, reconhecendo que o Deus, além de revelar os mistérios ocultos, tem a história em suas mãos. PENSE NISSO! 

Deus é Fiel e Justo!